Síndrome do Intestino Irritável

siiin-21Esta síndrome é um dos motivos mais comuns de consultas com clínicos gerais, gastroenterologistas e nutricionistas.

Os sintomas aparecem entre a adolescência e a quarta década de vida, mas muitos indivíduos não dão a real atenção que este problema merece. Indivíduos com a doença tendem a ter um maior absenteísmo no trabalho e na escola, diminuição da produtividade e diminuição da qualidade de vida.

Sintomas:

A Síndrome do Intestino Irritável é caracterizada por sintomas crônicos recorrentes, incluindo desconforto abdominal e alterações na motilidade intestinal.

Distensões
Sensação de evacuação incompleta
Presença de muco nas fezes
Esforço ou urgência para defecar
Aumento do desconforto GI associado a desconforto psicossocial
Flatulência

O diagnóstico se da por consenso internacional, através dos critérios de ROME I ou II, e algoritmos diagnósticos que auxiliam na diferenciação de outras doenças com sintomas semelhantes.

Sintomas que dão suporte ao diagnóstico:

Predomínio da diarreia: > 3 evacuações/dia; fezes líquidas ou pastosas; urgência para defecar.
Predomínio de constipação: < 3 evacuações/semana; fezes duras ou fragmentadas; esforço excessivo na defecação.
Hábitos intestinais mistos: fezes duras e moles > 25% das vezes; urgência para defecar.

Critérios:

Desconforto abdominal por pelo menos 12 semanas no último ano.
Mais duas ou três das seguintes características: desconforto aliviado por defecação, início associado a alteração de frequência das fezes e início associado a alteração na forma das fezes.
Diagnóstico categorizado em subtipos: padrão de diarreia, constipação ou alternância de diarreia e constipação.

Fatores emocionais:

Os indivíduos com SII podem apresentar maior sensibilidade intestinal em resposta a estímulos habituais. Eles reagem mais significativamente do que indivíduos normais a distensão intestinal, indiscrições alimentares e fatores psicossociais. Os fatores estressantes da vida como mudança de emprego, viagens, reposicionamento ou situações sociais desconfortáveis, podem desencadear o início ou agravar os sintomas e podem sobrepujar os diversos esforços terapêuticos.

Outros fatores:

Além dos fatores psicossociais e padrões alimentares, outros fatores que podem agravar os sintomas são: uso excessivo de laxantes e medicamentos sem prescrição; antibióticos; cafeína; doença gastrointestinal prévia; e falta de regularidade do sono, repouso e ingestão de líquidos.

Tratamento:

Educação, medicações, orientação e dieta – todos exercem o papel no tratamento. Os medicamentos podem incluir os que afetam a motilidade gastrointestinal, a hipersensibilidade visceral ou sintomas psicológicos.

Tratamento Nutricional:

Assegurar ingestão adequada de nutrientes, ajustar a dieta para padrões específicos da SII e explicar os papéis potenciais dos alimentos no tratamento dos sintomas.

O aumento de fibras alimentares (solúveis) até os níveis recomendados para a faixa etária provavelmente ajuda a normalizar a função GI. Entretanto, doses elevadas de farelo de trigo não são mais recomendadas e podem exacerbar os sintomas em alguns indivíduos com SII. Se o paciente não puder consumir a fibra alimentar, outra opção seria a fibra na forma de laxativos (p. ex.: psyllium).

As alergias alimentares e hipersensibilidades alimentares podem ser comuns. Elas devem ser avaliadas o mais rápido e objetivamente possível, devido aos pacientes poderem limitar desnecessariamente grandes grupos de alimentos, resultando em frustração e dieta incompleta.

Alimentos com fibras, amidos resistentes e oligossacarídeos podem atuar como alimentos prebióticos, favorecendo a manutenção de um microflora “saudável” e resistência a infecções patogênicas. Estudos com suplementação de prebióticos ou probióticos ainda são controversos.

Instruções ao paciente:

As alterações dietéticas enfatizam a ingestão de refeições leves e frequentes a intervalos regulares e consistentes; o aumento gradativo da ingestão de fibras; o fornecimento de quantidades adequadas de líquidos, e a abstenção de quaisquer alimentos que possam causar problemas. Realizar um diário alimentar para registrar a ingestão de alimentos e bebidas e descobrir se as exacerbações estão associadas.

Atenção! O TRATAMENTO DA SÍNDROME DEVE SER ACOMPANHADO POR VÁRIOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE! Médicos, psicólogos, nutricionistas, educadores físicos e outros, todos podem contribuir para amenizar o quadro da síndrome.

MAHAN & SCOTT-STUMP. Krause, alimentos, nutrição e dietoterapia. Rio de Janeiro: Elsevier. 2010.
WIDTH. MdS. Manual de sobrevivência para nutrição clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
Síndrome do Intestino Irritável (SII) – Como orientar a dieta? Link: http://www.medicinapratica.com.br/tag/sorbitol/

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